Por Farah Serra

Strasbourg (em português, Estrasburgo) é uma encantadora cidade francesa. O seu charme especial se dá pela ‘dupla nacionalidade’ e ao fato de ser banhada pelo Rio Reno. Strasbourg foi a primeira cidade francesa a ser reconhecida e classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade – isso aconteceu 1988.

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Localizada na fronteira entre França e Alemanha, em diversos momentos de sua história, Strasbourg pertenceu à Alemanha. Ela foi reconquistada pela França na década de 40. Esta é a razão da sua ‘dupla nacionalidade’ que paira sobre a atmosfera da cidade.  O seu segundo encanto é pelos seus canais. A cidade é atravessada pelo rio Ill, afluente do Reno, que se divide formando cinco braços no belíssimo bairro chamado Petite France.

Como a cidade não é grande e é bem plana visitei quase toda ela a pé – até porque está é a minha modalidade de locomoção preferida quanto faço turismo; mas em alguns momentos me utilizei dos transportes públicos: ônibus e tramway (uma espécie de bonde moderno).

O que adorei ao passear pelas suas ruas é que, apesar de estar na França, de repente a gente se depara com casas alemãs, com ruas de nomes germânicos, e com pessoas falando alemão e o dialeto da região. Strasbourg é aquele tipo de cidade que é difícil conhecê-la sem tirar fotos. Ela tem várias atrações turísticas, como: Igreja St. Thomas; Rue des Orfèvres; Place Kléber; Galeria Lafayette; Opera de Estrasburgo; Place de la République; além de outros e dos que eu falo a seguir – que em minha opinião são as melhores atrações da cidade:

Place Guthenberg e Catedral de Notre Dame

Eu, particularmente fiquei decepcionada com a organização desta demonstração, apesar de toda a magnitude do relógio. E conto o porquê, às 12h é exibido um filme explicando a história e o funcionamento do mesmo. É muito interessante, mas – primeiro – somos obrigados a ouvir a narração em três línguas (francês, alemão e inglês), direi que é um tanto cansativo. Segundo, o filme te mostra o relógio todo em funcionamento, personagens, ações e engrenagens, mas quando finalmente o relógio começa a funcionar, exatamente às 12h30, apenas parte dos bonecos se mexem e fazem barulhos de forma sincronizada, mas – terceiro – este funcionamento dura cerca de míseros 5 minutos.

A praça da catedral, onde se localiza a Maison Kammerzell. Lindo prédio, antiguérrimo e cheios de vitrais. Dentro tem um restaurante típico. Jantamos lá uma noite – a comida e o vinho eram bons, nada de super especial a não ser o preço que foi bem salgado. De toda forma valeu a pena. Nesta praça também tem a Catedral de Notre Dame – sem dúvida uma das igrejas mais belas que já vi! (E olha que eu moro na Itália!)

A Catedral de Notre Dame começou a ser construída em 1015 e só foi terminada em 1439 (Ufa!!). Ela impressiona pela altura de sua única torre, pelo seu estilo românico-gótico – rico em detalhes. (É um lugar difícil de não passar horas e horas tirando fotos de suas estátuas!!) Outra atração impressionante desta igreja é o enorme relógio astronômico que fica em seu interior. Ele é composto por miniaturas de soldados, anjos, animais, que, de hora em hora, alternam sua posição – a sua complexidade é de uma beleza excepcional. Mas ele só pode ser visto em pleno funcionamento as 12h30 de cada dia. Todo dia as 11h30 a igreja é fechada e somente os que tiverem o ingresso podem entrar para ver o relógio.

Outra coisa legal de Place Guthenberg são os músicos na rua. Tá certo que em todas as cidades do mundo hoje tem isso, mas ali são pessoas altamente profissionais. De todos que eu vi, me lembro de uma mulher que cantava muito, somente ela e o seu violão dando um verdadeiro show acústico a céu aberto. Foi uma delícia descansar um pouco dos passeios escutando uma boa música ao vivo!

A catedral de Strasbourg foi o mais alto edifício do mundo entre 1625 a 1874, e permaneceu como a mais alta igreja do mundo até 1880, quando foi ultrapassada pela Catedral de Colônia, na Alemanha. Hoje é a quarta igreja mais alta do mundo.

Petite France

Entanto, a menina dos meus olhos em Strasbourg é o maravilhoso bairro Petite France. Esse bairro, dividido por diversos canais, é um verdadeiro refúgio no coração da cidade. A sua arquitetura é linda e pitoresca, cheia de casinhas alemãs e floreiras pelas ruas. Acredito que não é a toa que é o ponto turístico mais famoso da cidade – é um lugar realmente imperdível. Ali também é repleto de restaurantes típicos e lojinhas de souvenir.

Petite France tem magníficas casas que datam dos séculos XVI e XVII.

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 Ponts Couverts

Outro lugar que adorei foi a parte das Ponts Couverts, que são pontes históricas rodeadas por quatro torres do século 14 que eram utilizadas para a proteção da cidade. É pertinho do Petite France e é um lugar que vale ir de dia e de noite, pois quando escurece as torres são iluminadas e os seus reflexos nas águas tornam impossível não tentar tirar a foto perfeita.

Comes e Bebes

Humm! Não posso deixar de contar outra coisa bem legal desse mix de tradição, ali é possível embriagar-se com o melhor vinho francês e a melhor cerveja alemã (o que foi perfeito no meu caso, porque eu adoro um vinho e o meu noivo ama uma cerveja). Ah, claro que isso também se reflete na comida – em Strasbourg é possível degustar as delícias da culinária francesa e alemã. Os restaurantes não são tão econômicos, mas sempre comemos muiiito, muiiitooo, bem por ali!

Lindo!

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O que eu perdi foi o passeio de barco pelos canais. Deve ser bem legal e pelo que vi dura cerca de uma hora, mas é preciso se programar, pois os barcos ficam lotados. Eu deixei para ir na última hora do meu último dia, já estava cheio quando cheguei. Lá me disseram que é preciso reservar com pelo menos 1 hora de antecedência. #ficaadica

Bem, Strasbourg é uma cidade para se conhecer! A delicadeza dos seus canais, a miscigenação cultural – Alemanha/França, novo/velho, seus bairros, a gastronomia, a sua autenticidade, e tudo o mais que deixa esta cidade aconchegante e acolhedora fazem com que, quem a conhece, não a deixe de recomendar.

Transporte e coisinhas finais

Por fim, eu fui de trem. Peguei um trem regional de Genova (Itália) a Milão, depois o Trenitalia Internazionale de Milão a Basel (Suíça), e depois o TGV EUROPE de Basel a Strasbourg (França) e para a volta fiz o caminho inverso. Foi uma linda viagem. O trem era de primeira. Novinho e super confortável. E por mais da metade da viagem vi paisagens belíssimas. Foi quando cruzamos a Suíça. No alto, no fundo, dava para ver os Alpes, alguns ainda com neve e embaixo tinha a natureza verdinha. Com flores e vacas por todos os lados. Só isso já tinha valido a viagem. Mas para melhorar ficamos em um super hotel, e quando eu ia tomar café da manhã ou voltava lá por algum motivo, ficava me achando ao ouvir, por onde eu passava: “Bounjour Madame!” Ahh! Isso soava como uma musiquinha aos meus ouvidos… Hehehe. Fui em novembro, peguei um pouco de chuva e frio, mas também tempo bom. Fiquei quatro dias e eles foram mais que suficientes para conhecer a cidade.

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 Adorei!!!!

Essa foi a super dica da Farah para quem vai passear perto da fronteira entre França e Alemanha! Eu fiquei morrendo de vontade de ir!!! Lindíssimo!!! Obrigada Farah por mais este super texto, e quem quiser mais dicas, é só comentar aqui abaixo!

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