Um dos eventos mais incríveis que tive oportunidade de participar aconteceu em abril de 2017: o 2º FICOO – Festival Internacional da Cooperação em Florianópolis. Foi a minha primeira viagem absolutamente sozinha e pude conhecer parte da ilha com um olhar diferenciado.

Para quem já conhece essa experiência, costumo dizer que foi uma viagem de quebra de paradigmas. Imaginava algo completamente diferente sobre este evento e fui surpreendida positivamente a todo momento. O Festival Internacional da Cooperação é uma realização do Projeto Cooperação, que oferece pós graduação em pedagogia da cooperação, jogos cooperativos e cultura de paz. Este evento conta com o apoio de instituições parceiras e ocorre a cada 18 meses. Acontecerá novamente entre os dias 11 e 15 de outubro de 2018 em São Paulo.

Foto: Rafael Britto

É inspirado em reunir pessoas, redes e organizações para um momento de troca de parcerias, desenvolvimento humano e colaboração. São palestras, discussões em grupos, oficinas,  vivências, feiras de produtos e apresentações artísticas. Eu imaginava algo bem mais simples, com aspecto mais estudantil mesclado com ONGs. Mas a mistura era bem maior! Empreendedores, professores, pesquisadores, entusiastas e curiosos! Lá aprendi mais sobre jogos colaborativos e conheci pessoas e instituições que dedicam suas vidas à colaborar com o próximo e criar parcerias de desenvolvimento!

A palestra de abertura foi com a Monja Coen, uma monja zen budista que transformou um período da minha vida com sua linguagem simples, brincadeiras e muito conhecimento espiritual. Sua conferência de título “O Poder da Parceria e o Futuro da Humanidade” abordou questões históricas e atuais sobre a importância da colaboração e argumentou sobre a competitividade em um grau sadio.

Foto: Rafael Britto

Os Caçadores de Bons Exemplos mostraram de perto sua casa-carro e todos os apetrechos para catalogar mais de 1.450 projetos por todos os estados brasileiros. Distribuíram livros, autógrafos e histórias encantadoras. Aprendi mais sobre Educação Gaia com a May East, educadora e ativista em sustentabilidade e mais uma vez dei gargalhadas com as histórias do Edgard Gouveia Jr.

Agora dentre as atividades que mais me chamaram a atenção (e eu brinquei até de Pebolim Humano!) foi a oficina de Música do Círculo com o Zuza Gonçalves, Ronaldo Crispim e o Pedro Consorte. Estes três mostraram em poucos minutos que todos os participantes tinham capacidade de criar música corporal. Que danado é isso? Criatividade, instruções e brincadeiras em forma de batuque! Genial! Pura energia! Se quiser saber mais, eles oferecem o Fritura Livre uma vez por mês em Sampa e nas férias um Retiro de Música Circular! Imperdível!

Ao final das atividades, como todo bom evento, conhecemos um pouco mais dessa cidade encantadora e em diversos momentos encontramos participantes espalhados pelos pontos turísticos. Unir o útil ao agradável, não é mesmo?

Fiquei hospedada do Voilá Hostel, próximo à UFSC, onde ocorreu o Festival. Um cantinho super agradável e de fácil acesso. Estava com obras de ampliação, mas foi lá que conheci as queridas Laura e Angela, também participantes do FICOO.

Juntas com o Artur – graduando e talvez o mais novo do evento, conhecemos o por do sol no restaurante Paraíso da Néia, na Costa da Lagoa.

A Laura havia conhecido anos antes, mas não lembrava do nome do lugar nem como chegar! haha Procuramos por informações pela descrição e fomos em busca da Costa da Lagoa: 40 min de uber depois e um passeio de barquinho e encontramos o paraíso em forma de calmaria!

Quando retornamos ao centrinho da lagoa, encontramos vários participantes do Festival e foi outra festa!

No dia seguinte fomos conhecer um pouco das praias famosas da região e paramos no Bill Bar e Restaurante, na Praia do Forte. Era meio de abril, então não tinha movimento e a água GELADA! Mas corajosas que somos, mergulhamos tranquilamente! :DPara finalizar, conheci Santo Antonio de Lisboa, um cantinho de Portugal no oeste da ilha, cheio de edificações tombadas e cantinhos acolhedores. Um charme de lugar.

Na despedida, já a caminho do aeroporto, um por do sol belíssimo para fechar com chave de ouro. Bem, essa viagem gerou para mim um maior impacto pessoal que comunitário – apesar de ter tido atividades voltadas para o Campus e para agregar diversos grupos que atuam no setor. Criei coragem de viajar sozinha, pude me livrar de alguns preconceitos, testei uma brincadeira com desconhecidos, dancei na frente de 300 pessoas e conheci projetos e pessoas maravilhosas. Posso afirmar que foi uma viagem de impacto e já estou ansiosa para o próximo FICOO! Vamos juntos?

Links úteis sobre a coluna Viagens de Impacto

A viagem ao Peru para trabalhar em uma ONG foi o que motivou a começar a coluna Viagens de Impacto. Você pode ler sobre a experiência nestes posts aqui: Quando o Trabalho Voluntário Transforma o Mundo, Primeiras Impressões e Rotina de Trabalho. A partir daí, a Mari escreve sobre outras viagens de impacto e reune diversas dicas e recomendações para quem quiser viajar assim também! A coluna está só começando e ainda tem muito conteúdo a ser divulgado! Não perca nada da série clicando aqui!